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Capítulos
do Evangelho segundo São Marcos
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O Evangelho de São Marcos é o segundo dos quatro evangelhos do
Novo Testamento e um dos três chamados de sinópticos, junto com o
Evangelho de São Mateus e o
Evangelho de São Lucas. Possui 16 capítulos.
Como em nenhum lugar deste evangelho se menciona o nome do seu autor, tecnicamente trata-se de uma obra anônima, entretanto, existem elementos extra-bíblicos, além de evidências internas ao texto suficientes para apontar o seu autor como Marcos, ou João Marcos, como era conhecido.
Dos sinópticos, é o mais simples e o menor, sendo provavelmente o mais antigo, escrito provavelmente entre os anos de 60 e
70, por causa da profecia sobre a destruição da cidade de Jerusalém citado no texto (a destruição de Jerusalém ocorreu no ano 70 d.C. sob comando do general romano
Tito).
Alguns estudiosos acreditam que João Marcos, ou simplesmente Marcos, como ficou conhecido, tivesse aproximadamente 20 anos de idade ou fosse cerca de 10 a 15 anos mais jovem que os discípulos na época da prisão e crucificação de Jesus. Seu primo era Barnabé (Cl
4:10), que aparentava possuir bens, pois vendeu um campo e depositou o dinheiro aos pés dos discípulos
(At 4:36-37) logo no início da igreja em Jerusalém.
Marcos era filho de Maria
(At 12:12), uma mulher de posses, visto que era dona de casa e tinha escravos. Como o nome do marido de Maria não é mencionado, supõe-se que ela era viúva. Sua família teve, possivelmente, uma grande importância no princípio da Igreja Cristã em Jerusalém.
Ele foi levado ao ministério por Barnabé, juntamente com Paulo, de Jerusalém a Antioquia
(At 12:25). Da Antioquia, viaja como auxiliar de Barnabé e Paulo até o Chipre
(At 13:5), no início da 1ª viagem missionária. Mas, quando saíram de Chipre com destino a Perge, na Ásia, João Marcos abandona a comitiva e retorna a Jerusalém (At 13:13).
A atitude de Marcos deixa Paulo muito desgostoso e, mais tarde, depois do Concílio de Jerusalém
(At 15), por ocasião dos preparativos para a 2ª viagem missionária, Barnabé propõe novamente a companhia de Marcos, o que foi prontamente recusado por Paulo, causando uma grande desavença entre os dois. Barnabé e Paulo se separam. Marcos vai com Barnabé para o Chipre, enquanto que Paulo escolhe a Silas e parte para a Ásia (At 15:37-40).
Anos mais tarde, Marcos e o apóstolo Paulo encontram-se reconciliados (Cl
4:10). Na carta a Filemom, o apóstolo Paulo o reconhece como um dos seus colaboradores
(Fl 1:23,24) e, na segunda epístola a Timóteo, Paulo, na sua segunda prisão em Roma, exorta o jovem pastor a trazer-lhe Marcos, pela sua utilidade no ministério
(2 Tm 4:11).
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