Onipotente.org
 * Beba na fonte da Igreja Cristã Primitiva: leia o Novo Testamento

  Página Inicial
  Antigo Testamento

Naum
O conforto a um povo perseguido e a destruição dos apóstatas

Capítulos de Naum
[01] [02] [03]

Naum é um dos livros proféticos do Antigo Testamento, possui 3 capítulos. Naum pode ser considerado um lindo poema, vívido, pictorial, concernente à grandeza, poder e justiça de Deus, e sobre o conflito entre Jeová e o cruel império desafiador de Nínive.

Naum, o autor, era elcosita (ver Naum 1:1). Há uma Elcos na Assíria, situada a poucas milhas de Nínive, e onde existe um túmulo que há muito tempo vem sendo apontado, como sendo o do profeta; porém, autoridades no assunto rejeitam, por muitas razões, este lugar em favor de Elcos na Galiléia. Este último lugar, embora em ruínas, foi indicado a Jerome como sendo o de Naum, por um guia nativo.

Duas são as mensagens principais deste livro:

1. De conforto (Naum significa "conforto") a um povo perseguido, aterrado e em perigo, por causa do cruel e terrível poder militar da Assíria. Notemos, quanto conforto em Naum 1:7, 12 e 13; 
2. De aviso, mostrando que, a um povo ou nação apóstatas, a Deus nada mais resta senão destruí-los.

O propósito do livro foi pronunciar vingança divina sobre a sanguinária cidade, e consolar a Judá com promessas de libertação futura (ver Naum 3:1; e Naum 1:13-15).

Fundo histórico

Perceber o fundo histórico é importante para bem compreender este livro. O tema principal deste livro é a destruição de Nínive, passando-se os fatos aqui descritos, portanto, antes da queda de Nínive. Foi escrito 150 anos após a missão de Jonas epor isso este livro é visto por alguns eruditos como uma continuação do livro de Jonas. 

O avivamento, ou antes o arrependimento ocasionado pela pregação de Jonas, sincero que fosse, não foi duradouro, dando lugar a uma completa e deliberada apostasia contra Deus. Parece que os assírios, depois de seu arrependimento produzido pela pregação de Jonas, voltaram em seguida a cair numa grande idolatria. Eles saquearam outras nações e sua capital chegou a ser como uma caverna de leões cheia de presas (ver Naum 2:11-12).

Não eram, simplesmente desviados, mas, bem piores, eram apóstatas deliberados, rejeitando e desafiando ao Deus que tinham aceito e adorado (II Reis 18:25, 30, 35 e II Reis 19:10-13). O Senhor aceitou o desafio orgulhoso do assírio (II Reis 19:22,23) e Naum foi escolhido para recordar a profecia da derrota completa, final de Nínive e seu império – um império edificado pela violência e por opressão cruel, mas, sentenciado a perecer duma maneira toda especial e violenta. Toda esta profecia se cumpriu 86 anos depois.

É claro que Naum era da Galiléia e era contemporâneo de Ezequias e Isaías. Quando da invasão da Assíria e d a deportação das 10 tribos, Naum escapou para o território de Judá, e provavelmente, fixou sua residência em Jerusalém. Aqui, 7 anos depois, ele presenciou o sítio daquela cidade por Senaqueribe e a destruição do exército assírio, quando pereceram 185 mil homens assírios numa só noite (II Reis, capítulos 18 e 19). Indubitavelmente, há referências disto em Naum 1:11 e em outras passagens. Pouco depois destes acontecimentos, Naum escreveu seu livro.

Sinopse

O capítulo 1 compreende uma visão da majestade do invencível poder de Deus, que romperá o julgo dos assírios e libertará a Judá.

O capítulo 2 é uma emocionante descrição do assédio de Nínive.

O capítulo 3, numa maldição pronunciada sobre a sanguinária cidade, prediz-se a sua completa ruína.

Fato relevante a destacar é que alguns expositores modernos têm visto em Naum 2:4 uma alusão ao automóvel moderno, embora sendo esta uma interpretação forçada.

Visão Geral

O livro pode ser dividido em duas seções distintas: a primeira aponta o Juiz; a segunda, o Julgamento.

Seção 1 - O Juiz – Naum 1:1-7

1. O livro abre-se como uma declaração sobre Que, e O que Deus é, Seus Atributos e de como eles constituem a base de todas as Ações Divinas para com os filhos dos homens.

2. Na figura duma tempestade aparece a majestade esmagadora de Deus.

Seção 2 - O Julgamento – Naum 1:8 até o fim

1. A Sentença (Naum 1:8-14)
a) Condenada à destruição (Naum 1:8-9)
b) Nínive foi tomada quando seus defensores estavam embriagados e fora de si (Naum 1:10)
c) Sem dúvida, Naum 1:11 se refere a Rabasqué (II Reis 18:17-37)
d) O nome a ser apagado (Naum 1:14)

2. A Aplicação (Naum 1:15)
a) O capítulo 1 termina com um aviso a Judá. 
b) É um apelo a Judá que vindo após aquilo que foi dito de Nínive e sumamente impressionante, pois Deus o puniria severamente se não voltasse dos seus maus caminhos.

3. A Visão (Naum 2)
a) O quadro apresentado do certo e queda de Nínive e a desolação que se seguiu, é por demais vivo e impressivo. 
b) O profeta vê e induz seus ouvintes a olharem para esse quadro horrível é trágico.

4. A Certeza (Naum 3)
a) Vencedor e vendidos (Naum 3:1-3)
b) A causa da derrota (Naum 3:4)
c) A certeza do julgamento (Naum 3:8-10)
d) Mais particularidades sobre o cerco

topo da página
Antigo Testamento
Página Inicial


ONIPOTENTE.ORG
Escreva para a equipe Onipotente.org. Clique aqui.

Escreva para a Equipe Onipotente.org

ONIPOTENTE.ORG - Igreja Cristã Primitiva
Na Internet desde 23 de julho de 2006

Escreva para a Equipe Onipotente.org