Capítulos
de Juízes
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Juízes é um dos livros históricos do Antigo
Testamento, possui 21 capítulos e é o segundo livro após o Pentateuco (os cinco livros escritos por Moisés).
O tema principal deste livro é a história de Israel durante os tempos dos quatorze
juízes e descreve uma série de quedas do povo de Deus na idolatria, seguidas por invasões da Terra Prometida e servidões a seus inimigos.
Traz em síntese três
partes principais: a tendência para desviar-se de Deus; a conseqüência do desvio espiritual; e a Graça de Deus em procurar e restaurar os desviados.
O autor deste livro é desconhecido. Das palavras encontradas, quatro vezes, nos últimos capítulos - "Naqueles dias não havia rei em Israel"
(Juízes 17:6, Juízes
18:1, Juízes 19:1 e Juízes
21:25) se deduz que foi escrito um pouco depois do estabelecimento da monarquia. Provavelmente escreveu-o Samuel, o profeta e último juiz em Israel durante seu afastamento parcial de líder do povo, depois que Saul fora escolhido como rei. Se assim é, com que gozo Samuel recordaria a grande renúncia de Gideão! (ver
Juízes 8:22,23)
Visão Geral de Juízes
O livro de Juízes é assim chamado porque relata a história dos 14 juízes que reinaram e libertaram Israel. O período de abrangência deste livro vai desde a conquista da terra e morte de Josué até o tempo da magistratura de Samuel e a implantação da monarquia em Israel.
Nele encontramos a história divina dos repetidos desvios de Israel, da triste decadência nacional, um dos períodos mais sombrios da história de Israel.
Embora o livro de
Números seja também considerado triste por narrar 40 anos de jornadas errantes por causa do pecado, o livro de Juízes é talvez ainda mais triste porque desnuda o pecado de Israel não por 40 anos, mas por quase 10 vezes 40 anos.
Mas ressalte-se que, embora este livro dê a impressão de que a maior parte dos 450 anos sob os juízes tenham sido vividos no pecado, na verdade não é assim porque pelo menos 350 desses anos foram de vida leal a Deus.
O livro de Juízes pode ser dividido em três períodos principais:
* O período imediatamente após a morte de Josué (Juízes
1:1,2,10)
* O período das sete apostasias, das seis servidões e da guerra civil
(Juízes 3-16).
* o período de confusão e anarquia (Juízes
17-21).
A primeira vista o livro parece não ter ordem.
E certamente seu relato não está em ordem cronológica. Deveria principiar em
Juízes 2:6-9 e depois, então,
Juízes 1 seguindo por Juízes 2:10-13 a
Juízes 17-21 e finalmente Juízes
2:14 a Juízes
16. Mas, a ordem é a primeira lei do céu e houve razão divina para não ser escrito
cronologicamente, porque o esboço demonstra-o. Na primeira seção, Israel depende do Senhor; na segunda, Israel deixa o Senhor, e colhe os resultados amargos; e na última seção, vemos os abismos profundos para os quais Israel resvalara.
O livro dos Juízes tem algumas peculiaridades:
* Tem dois inícios (Juízes 1:1 e
(Juízes 2:6).
* Contém a parábola mais antiga do mundo (Juízes
9:8-15).
* Contém o maior e mais notável hino guerreiro do mundo
(Juízes 5).
* Recorda a história da investidura da primeira mulher na magistratura da nação
(Juízes 4). Provavelmente era viúva.
Para meditar
Em linhas gerais, as principais mensagens espirituais deste livro são duas, primeiro a que mostra o fracasso humano, a misericórdia e a libertação divinas; e segundo o poder da oração que, nas emergências, se converte num verdadeiro clamor a Deus. Note no livro a repetida declaração de que Israel chamou ao Senhor. Recomendamos
Gálatas como leitura casada a este
livro: compare a nova queda de Israel na idolatria com a reincidência da igreja da Galácia no cerimonialismo.
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