Capítulos
do Livro de Jó
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Jó
é o primeiro livro Sapiencial do Antigo Testamento.
Possui 42 capítulos. Tem como mensagem principal: as provações e sofrimentos, às vezes, nos sobrevêm para nossa instrução; nem sempre para
castigo e a palavra chave de todo o livro é: "provação".
O
autor deste livro é desconhecido e relata fatos da
terra de Uz. Olhando com atenção Jó
32:17, vemos o "eu",
o que deixa transparecer ser Eliú seu autor. Embora escrito em estilo de poesia (com exceção dos primeiros dois capítulos e parte do último) Jó e as outras pessoas eram reais, portanto o livro cita fatos, e não é ficção.
Dos livros sapienciais, os pesquisadores consideram
este como o mais antigo, sendo sua data de escrita
considerada como sendo mais ou menos nos tempos de Jacó.
A
destacar neste livro, o discurso de Jó sobre a
sabedoria (Jó capítulo 28), a reflexão do maligno poder de Satanás na vida
humana e o uso do sofrimento no Plano Divino como um meio de aperfeiçoar o caráter.
O
sofrimento de Jó
O
livro de Jó revela como eram vastos os conhecimentos teológicos e a cultura intelectual dos dias patriarcais. Quase toda doutrina importante se encontra neste livro, adicionadas de verdades científicas somente
descobertas com precisão nos dias atuais.
O livro fala do mistério do sofrimento.
Julgava-se na época que todo o sofrimento decorria do pecado pessoal. A falha
aparente de Deus em não recompensar Seus servos e castigar Seus inimigos, como mereciam, era um problema que punha sempre
à prova, a fé dos santos do Velho Testamento.
Assim, à vista do sofrimento cruel de Jó, os seus amigos deduziram ter ele pecado grandemente. Embora o livro não dê sua última palavra no assunto, no
entanto faz luz sobre o mistério do sofrimento e da dor; provando, como em Jó, que
o sofrimento é permitido por Deus, não como castigo, mas, como teste revelador do caráter, para educar e
instruir. Para os antigos à época de Jó parecia
ser evidente que, se ele sofria tanto, não era homem
justo. A melhor resposta dada ao porquê do sofrimento do
crente seria: "para sermos participantes da Sua Santidade"
(Hebreus 12:10).
Análise
do Livro
O
tema principal é o problema da aflição de Jó. O livro é poético e pictórico em suas descrições, podendo ser dividido em doze
partes distintas, doze cenas:
Cena
1: Jó e sua família antes da aflição. Jó aparece como um pai piedoso, não prejudicado pela prosperidade, ministrando como sacerdote de sua numerosa
família (Jó 1:5).
Cena
2:
* Satanás entra na presença divina, e insinua que Jó serve a Deus por causa de favores
especiais (Jó 1:9-11).
* Deus ordena a Satanás que prove Jó com a perda de suas possessões e de seus
filhos (Jó 1:12-20).
* Jó retém a sua integridade (Jó 1:21-22).
Cena 3:
* Satanás volta à presença divina, declarando que se Jó fosse afligido no próprio corpo ele amaldiçoaria a
Deus (Jó 2:1-5).
* Deus ordena a Satanás que atinja Jó com horrível
enfermidade (Jó 2:7-8).
* O conselho blasfemo de sua esposa e a submissão triunfante de Jó
(Jó 2:9-10).
Cena
4: A chegada dos três amigos de Jó e os sete dias de silenciosa
condolência (Jó 2:11-13).
Cena
5: A paciência de Jó começa a acabar, e ele expressa sua queixa,
(Jó capítulo 3).
Cena
6: Amargas e infrutíferas discussões acerca das aflições de Jó entre este e seus três amigos. Seus amigos sustentam que o sofrimento é o resultado de pecado pessoal. Jó se defende e mantém a sua
inocência (Jó capítulos 4 a 31).
Cena
7: Eliú entra na discussão (Jó capítulos 32 a
37).
Cena
8: De um redemoinho o Senhor responde a Jó com palavras de luz e
repreensão (Jó capítulos 38 a 39).
Cena 9: A confissão de Jó
(Jó 40:3-5).
Cena 10:
O Senhor fala pela segunda vez (Jó 40:7 a Jó
41:34).
Cena
11:
* A segunda confissão de Jó (Jó
42:1-6).
* O Senhor repreende a Elifaz, a Bildade e a Zofar por suas palavras insensatas e ordena-lhes que ofereçam
sacrifícios (Jó 42:7-9).
Cena
12: Jó ora por seus amigos; sua própria prosperidade é restaurada e morre em avançada
idade (Jó 42:10-17).
Discussão
filosófica: o mistério do sofrimento
Importante
analisarmos a calorosa e infrutífera discussão filosófica sobre o mistério do sofrimento, entre Jó e seus quatro
amigos (Jó capítulos 4 a 27).
* Concordam os 3 amigos de Jó, nos seus argumentos quando dizem que todo o sofrimento deriva do pecado pessoal, portanto, a grande tribulação de Jó provava, ser ele, um grande pecador e um refinado hipócrita.
* Nos primeiros discursos dos 3 amigos, esta suposição veio em primeiro lugar e cada um dos três termina com um apelo para que Jó se arrependa do seu pecado para que volte a prosperar.
* Na segunda série de discursos, cada um trata, exclusivamente, dos terríveis sofrimentos e o fim dos ímpios.
* A terceira série de discursos, assemelha-se à primeira.
* Elifaz prova seus argumentos pela revelação recebida em sonho. Bildade se apoia em velhos provérbios que lera ou ouvira (como em
Jó 8:2-13) e Zofar pela experiência e raciocínio.
* Embora Jó concorde com os argumentos apresentados, protesta sua inocência, e
em Jó capítulo 21 apresenta um novo argumento: os ímpios, muitas vezes, vivem em prosperidade.
* O quarto amigo, Eliú, mais se aproxima da verdade (Jó
capítulo 33) - quando diz que: o sofrimento tem de ser considerado, às vezes, como disciplina de Deus para restaurar ou instruir uma alma.
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