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Fundamentos
Doutrinários da Igreja Cristã Primitiva
(*)
O
Evangelho de Cristo
tem como base fundamental o ensino de como obter a
salvação de nossas almas, a redenção de nossos
pecados, de nossas rebeldias, mediante a imitação
interna da vida espiritual de Nosso Senhor Jesus
Cristo. Em outros termos, ensina-nos a pensar como Ele
pensou a respeito da Divindade, do Pai Celestial, de
Quem Jesus recebeu a Santa Doutrina.
A
leitura do Evangelho nos lembra os múltiplos detalhes
de como Ele iniciou a Unificação Espiritual com
Deus, pois:
tomando forma de servo, humilhou-se perante si mesmo, fazendo-se
obediente ao Pai até a morte, e morte de cruz.
Já
se observa, comparando com as profecias, como Jesus,
ao receber do Pai a Doutrina de Obediência a Deus,
teria que exclamar: Oh,
fazer Tua Vontade, Deus meu, tem agradado a minha
alma, retira o primeiro para restabelecer o postreiro.
Eis
a Pedra Angular para a edificação da IGREJA CRISTÃ
PRIMITIVA, para a edificação de Deus nas almas, fato
que passou desapercebido durante tantos séculos e que
hoje, pela Vontade do Altíssimo, novamente renasce no
mundo, em cumprimento das profecias.
Devemos,
pois, pensar na reconstrução da Igreja, imitando o
fundamento primordial da Santa Doutrina, sem
aditamentos, sem deturpações, límpida, preparando
as almas para a Segunda Vinda do Salvador.
Ao
redor da Obediência a Deus, giram todos os versículos
dos quatro evangelistas, dos Atos,
das epístolas e do Apocalipse
de São João. Portanto, primeiramente temos de
considerar o Batismo, no seu aspecto espiritual, já
que o mesmo Senhor Jesus Cristo, espiritualmente,
batizou Seus Apóstolos, segundo declarou quando
lavava-lhes os seus pés, antes da última Ceia: Já
estais limpos, e preciso lavar-vos somente os pés.
Batizar
ou limpar é a mesma coisa. Já as suas almas estavam
limpas pelo ensinamento da Doutrina de Obediência à
Santíssima Vontade de Deus. Só era necessário a
lavagem dos pés, simbolizando que, no Caminho de Deus
que empreendiam os Santos Apóstolos, deveriam trilhar
esse Divino Caminho, aperfeiçoados, para que, assim,
todos os seus atos pudessem refletir a Divindade na Terra, morar Deus corporalmente no mundo.
Se
nos lembrarmos do batismo de João Batista,
comprova-se que é necessário, antes de empreender o
Caminho para a Unificação com Deus, limparmos
materialmente de todos os nossos erros, mediante o
batismo do arrependimento interno, pregado pelo Maior
dos Profetas do Altíssimo.
Somente
num estado de alma de profundo arrependimento de todos
os nossos pecados, com a intenção firme de não
tornar atrás a perpetrá-los de novo, é que estamos
preparados para principiar o Santo Caminho Espiritual,
que, sendo o primeiro, seguiu desde menino, Jesus, o
nosso Irmão Maior.
Daí
porque a Doutrina não poderá ser compreendida por
todas as pessoas, mesmo como passou nos primitivos
tempos do Cristianismo, culminando com a crucificação
de Jesus e os martírios e perseguições aos Apóstolos.
Desde
o princípio, Jeová começou a ensinar aos profetas o
caminho a seguir, verificando-se uma espécie de
ascensão, por degraus que se sucederam, até culminar
com a morte de Jesus no madeiro, dando-nos o exemplo
mais maravilhoso dos séculos: de como nós devemos
ser obedientes, resignados à Vontade Sublime, Divina,
que encerra em si, o Amor entranhável do Cristo, o
Amor incomparável, descido de Deus ao mundo, e jamais
compreendido pela inteligência do homem material,
conforme o declara o Evangelho. É esse Amor Superior
ao sentimento humano.
É
um absurdo imaginar que, somente com o culto externo,
pudéssemos estar prontos para ingressar nos Céus.
Jamais ensinaram Nosso Senhor Jesus Cristo e Seus
Santos Apóstolos e Discípulos semelhante doutrina...
É
lamentável que em tantíssimo tempo transcorrido, a
humanidade não compreendesse que os sofrimentos e
provações de toda índole, e muito mais neste século
de tremendas provas, são o resultado de seus desvios
sobejamente comprovados. Seria mister que os homens
sucumbissem aos milhares, para ter consciência plena
de que, dentro dos formalismos e rituais externos,
jamais se salvarão das provações vaticinadas pelos
Profetas antes de Jesus Cristo, por Ele mesmo, pelos
Seus Apóstolos e Discípulos, e, agora mesmo, pelo
Seu Servo, que esclarecerá as Verdades do Primitivo
Credo Cristão.
É
mister, então, que, para muitos homens, unicamente,
passando pelas experiências dolorosas profetizadas
para estes tempos, é que cheguem ao arrependimento
sincero; dêem-se conta dos seus erros e blasfêmias,
e de joelhos se encomendem a Jesus, Portador da Salvação,
para que, assim, possam redimir-se dos seus pecados?
Sem
esta comprovação, terão os homens que contemplar
sua completa destruição. Não vemos acaso o que se
passa em toda a parte? Temos de atribuir a situação
do mundo a coisas materiais? Seria, assim, terminar
com a existência de Deus na mente dos homens. Seria
terminar, por completo, a maravilhosa Dominação de
Deus sobre todas as coisas e almas que Ele criou. E
nesse caminho descarrilado veremos sucumbir toda a
Humanidade.
Como
uma comprovação do caminho sombrio no qual desliza
vertiginosamente a Humanidade inteira, vemos nos
tempos que correm que, impulsionados por tremendas forças
maléficas, verdadeiras inspirações satânicas,
pouco mais, pouco menos, e o mundo inteiro, umas nações
pelo ataque e outras pela sua própria defesa, ficarão
envolvidas na terrível fogueira do aniquilamento.
Inúteis
resultam todas as práticas do culto externo, e mesmo
do interno, que nos mostra a Europa e o Extremo
Oriente e, com o seu próprio reflexo, como a imagem
em um espelho, aqui na América.
(*)
Texto escrito pelo professor Julio Ugarte y Ugarte, em
2 de dezembro de 1941. O atual texto foi publicado no Boletim
Informativo 32, de maio de 1990. Na abertura do
texto constava a seguinte nota: “O atual texto não
continha, no original, a assinatura do Professor
Ugarte. Seu estilo, porém, é inconfundível, por
apresentar detalhes pertencentes à sintaxe da Língua
Espanhola e não à da Língua Portuguesa. Afora isto,
existem outras evidências como a correção que
sempre fazia, após datilografar o texto em nossa língua,
e o emprego de termos originais e na ortografia de sua
língua de origem. Não só pelo fato de termos
recebido o original das mãos de um irmão, em quem,
pela Vontade de Deus, confiamos, mas também por
conter inúmeros detalhes que atestam ser o original
de autoria de nosso Pai na Obediência do Cristo, é
que o reproduzimos nestas páginas para dar a conhecer
a toda a Igreja.”
topo
da
página
Julio
Ugarte y Ugarte
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